Maira Cristina Iantas

Meu blog sobre TI, atualidades sobre .Net e tecnologia em geral.

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Rotatividade no mercado de TI

Algum tempo tenho observado a grande rotatividade no Mercado de TI, o grande troca- troca de desenvolvedores entre as empresas (Inclusive da minha parte). Pessoas que acabam de entrar em uma empresa e após seis meses (um pouco mais ou um pouco menos) já buscam novas oportunidades.

Isso é justificável pela falta de mão de obra qualificada e pelo grande número de vagas/oportunidades disponíveis no mercado. O que acaba gerando a grande onda de “quem paga mais, leva”, um leilão poderia melhor dizer.

Com essa flexibilidade e esse poder de escolha que existe em nossas mãos, fica fácil trocar de empresa, com o mercado aquecido, vagas é o que não faltam, e oportunidades cada vez mais bem remuneradas.

Mas, ate que ponto isto é “normal”?

Existem os prós e os contras a respeito dessa atitude, vamos à lista:

Prós: O que justifica sua rotatividade dentro das empresas por onde passou?

  1. Oportunidade de Crescimento / Carreira: A maioria começa como desenvolvedor, mas nem todos querem terminar como desenvolvedores almejam cargo de gerentes, coordenadores, arquitetos e não é toda empresa que oferece esse caminho para seguir
  2. Salários e benefícios melhores: É de fato uma área que se tem um retorno muito rápido, é difícil aqueles que saem da faculdade ou ainda estão estudando que não ganham consideravelmente bem.
  3. Cargo de acordo com a formação: É cruel você ter uma formação, todo investimento de estudo para uma área e quando entra para uma empresa é redirecionado parar outra, pois sua empresa não consegue diferenciar, por exemplo: infra estrutura de desenvolvimento ou analista de um DBA.
  4. Experiência com tecnologias: Quem que realmente ama TI e ama o que faz , busca sempre pelas ultimas novidades da tecnologia que trabalha, seja ela linguagem de programação, plataforma, hardware e aplicativos de instalação e trabalhar em uma empresa que o desenvolvedor permanece sempre no mesmo ciclo é enfocar o seu futuro.
  5. Estrutura de projetos: é complicado estar em uma empresa em que os projetos não possuem nenhuma espécie de patterns, arquitetura ou solução técnica para as aplicações. Como se tudo tivesse sido feito a própria sorte, sem muito domínio do conhecimento ou da ferramenta.
  6. Suporte: Desenvolvedor é desenvolvedor e infra é infra, certo?  Ok, pode ser que eu goste de fazer as duas coisas, mas em casa, não na empresa que eu sou cobrada por horas de desenvolvimento. Não ter um suporte descente quando minha maquina tem erros seqüenciais de memória, instalação de softwares é stressante e desanimador.

Contras: O que te levaria a desistir de trocar de empresa

  1. Instabilidade: Por estar sempre trocando de empresa, o desenvolvedor não consegue criar uma carreira, evoluir de cargo, adquirir experiência, sempre mudando para uma funcionalidade ou emprego semelhante ao anterior
  2. Pouco tempo de registro em carteira : Trocar sempre de empresa , “mancha” a carteira de trabalho. Sim, de fato pouco tempo no registro de emprego deixa muitas empresas receosas na hora da nova contratação.
  3. Falta de reconhecimento dentro da empresa: Pelo pouco tempo que trabalhou dentro da empresa, é difícil obter uma grande confiança e ter grandes responsabilidades.
  4. Reajuste Salarial: O que é bem comum de acontecer, como todas as empresas existem sempre novas contratações e estas pode vir a ter salários maiores do que os antigos funcionários, aqueles que estão na empresa desde que ela praticamente nasceu, sabe? Estes funcionários por sua vez vão então em busca de empresas que o valorizem, mas por estar a tanto tempo nesta que o “fez” , praticamente pratimonio, desistem de mudanças pelo simples reajuste salarial (concordo desde que o valor líquido deste faça real diferença no holerite!)

Particularmente falando, eu era contra essa rotatividade, acreditava que quando se entrava para um empresa deveria permanecer por anos, fazer carreira, ter valorização interna, superar as dificuldades e parar de cobiçar a “grama do vizinho”, fazer minha carreira pelas oportunidades que me ofereciam dentro da empresa. Hoje, recém formada penso diferente, não que eu goste de ficar trocando de empresa não é este meu foco, mas sim encontrar uma empresa que se adéqüe as minhas expectativas, que invista no meu profissional, que me traga um retorno financeiro justo com o que eu me esforcei para ser formada e que me reconheça como profissional que me esforço pra ser. Se não for na empresa que estiver trabalhando, que seja em outra, pois como ainda tenho idade e paciência para novas experiências, abuso dessa liberdade para encontrar o que for melhor pra mim.

Claro, sem esquecer que TODA empresa tem seus problemas isso é inevitável.

Uma vez ouvi a seguinte frase, pra se estar feliz onde se está trabalhando, este lugar deve possuir dois destes três itens:

  1. Um bom ambiente de trabalho
  2. Realizações com o trabalho que faz
  3. Salário justo com a atividade que você faz.

Se de fato dois destes itens fizer parte do seu dia a dia, acredito que deve se pensar duas vezes antes de mudar de empresa. Caso contrário, invista e arrisque-se, temos sempre que investir no que for melhor pra nós, mas cuidado parar não dar um passo maior que a perna.

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